Megaupload voltou o retorno de um dos maiores sites de armazenamento e compartilhamento de arquivos


Megaupload voltou
É o fim da espera. Neste sábado, Kim Dotcom liberou o tão esperado Mega, disponível no link https://mega.co.nz, para uso do público. O serviço de armazenamento de arquivos na nuvem é o substituto do popular Megaupload, fechado por motivos judiciais em janeiro do ano passado.
A novidade chega para competir com outros concorrentes já estabelecidos, como Dropbox, Google Drive e o SkyDrive, da Microsoft. Para isso, Dotcom oferece aos usuários da versão gratuita e mais básico do serviço 50 GB de capacidade de armazenamento. Aqueles dispostos a pagar uma taxa mensal poderão aumentar este valor para 500 GB (10 euros), 2 TB (20 euros) ou 4 TB (30 euros).
O lançamento foi cercado da expectativa. Assim que Dotcom finalmente anunciou a abertura do serviço, os servidores não deram conta de segurar os acessos e as pessoas tiveram dificuldades para se registrar.
Segundo o fundador do Mega, em apenas alguns minutos, a banda utilizada pelo serviço aumentou vertiginosamente. “Uau. Eu nunca vi nada assim. De 0 a 10 Gigabits de banda utilizada em apenas 10 minutos”, afirmou Dotcom em seu Twitter, informando ainda que milhares de registros por minuto estavam sendo realizados e que, em menos de uma hora, já havia 100 mil usuários registrados.
Para entender o motivo de tanto sucesso, é necessário voltar a um ano atrás. Naquela época, o Megaupload era um dos serviços de armazenamento de arquivos mais populares da internet, se não o mais popular. Entretanto, muitos usuários o utilizavam para distribuição de conteúdo protegido por direitos autorais, o que acabou resultando em um processo de espionagem pelo governo dos EUA sobre o serviço e seu fundador, Kim Dotcom, que, por fim, acabou com o site e bloqueou os bens do empresário.
O fim do Megaupload coincidiu também com a época dos protestos contra os projetos de lei SOPA e PIPA, criados pelo governo dos EUA, que tratavam justamente sobre a privacidade (ou o fim dela) na internet. Desta forma, Dotcom, que passou a militar sobre o tema, acabou ganhando muitos seguidores simpáticos à causa do Megaupload, que se tornou um símbolo da liberdade na rede.
Desde então, iniciou-se uma batalha judicial, da qual Dotcom saiu vencedor, uma vez que foi constatada a ilegalidade do processo de espionagem sobre o serviço e sobre ele. Assim, ele ficou livre para voltar a investir neste mercado.
Para que isso não se repita com o Mega, os responsáveis pelo serviço pensaram em um novo sistema. Agora, todos os arquivos serão encriptados antes mesmo de chegarem aos servidores da empresa, que não terá a chave para decodificá-los. Apenas o usuário terá esta senha. Assim, eles esperam que novos processos de espionagem não tenham o mesmo sucesso.
Dotcom já afirmou que gostaria de dar um tratamento especial aos usuários do falecido Megaupload em seu novo serviço, mas não recebeu o aval de seus advogados. Em seu Twitter, ele havia afirmado ter planos de dar uma conta Premium para aqueles que tinham uma conta paga no Megaupload. Além disso, ele diz que está tentando permitir que os usuários do antigo serviço tenham acesso aos arquivos que ficaram bloqueados com seu fim.

Via Olhar Digital